Inicio >> Publicações >> Dados estatísticos

Dados estatísticos

Números Gerais

O Brasil, atualmente possui diversos eventos, seminários e convenções no setor,[para negócios e consumidor final] estes são indicadores de que o consumo de produtos eróticos continua em alta no país,[8,5% em 2014] mas tem muito ainda que crescer principalmente em relação ao consumo de países como os EUA e a Alemanha.

As empresas brasileiras injetam investimentos como nunca antes, tanto nos setores de produção e lançamento de novos produtos quanto em estratégias de publicidade e exportação de seus itens. No ano de 2014 foram lançados mais [de 50 novos] produtos com variedade de aromas, cores e em diversas categorias que vão desde cosmética, lingeries sensuais até vibradores mais elaborados em sua matéria prima, e que com funções diferenciadas veem crescendo em tecnologia.

Não podemos esquecer que o setor é responsável pela geração de [mais de 125 mil ] empregos no país direta ou indiretamente, sendo que as mulheres são as maiores beneficiárias desta boa performance[80% das vagas]. Com um perfil diferenciado, de donas de casa até empresários, de operários das fabricas, costureiras a comerciantes em geral. Sem contar as minorias sexuais que encontram um campo sem preconceitos para o trabalho.

mercadoerotico_int2

A importação já divide com os produtos nacionais a preferencia dos consumidores[47% dos itens comercializados nos pontos de venda]. O produto brasileiro vem apresentando um crescimento significativo nas vendas ano após ano e em 2011 superou pela primeira vez o comércio de importados. O potencial fabril [mais de 50 empresas nacionais], tem sua especialização em próteses com e sem vibradores, acessórios, vestuário sensual e muita cosmética. O maior fabricante de produtos eróticos brasileiro, a Hot Flowers [3,5 milhões de itens / mês], comercializa desde cosméticos até vibradores coloridos. Exportando para a America do sul, Africa e Europa, a marca tem se firmado como uma das mais importantes do mundo.

A divisão dos negócios no Brasil por região em o domínio do sudeste que responde pela maior concentração de estados com negócios atuantes e de sucesso. O Estado de São Paulo lidera as vendas [33% do total], seguido de MG, BA, RJ e RS.

ABEME

Clique para ampliar

ABEME

Clique para ampliar

Pesquisa realizada com o apoio e ajuda das empresas do mercado, institutos de pesquisa, imprensa e entidades públicas. Coordenação : Paula Aguiar

The Brazilian market for sex toys

Cena-do-filme-Cinquenta-Tons-de-Cinza

Cena do filme Cinquenta-Tons-de-Cinza

O primeiro movimento observado pela Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual – ABEME ocorreu ainda em 2012, logo após o lançamento do primeiro título Cinquenta Tons de Cinza, já nos últimos meses daquele ano. Durante o ano de 2013, pesquisas da própria ABEME em parceria com a ABCOMM e BAZILPANELS atestaram o crescente interesse pelos itens eróticos protagonizados nos livros.

2014 iniciou a espera pelo lançamento do filme e para responder ao questionamento sobre como se comportou o consumo de produtos sado/fetiche e seus desdobramentos, a ABEME apresenta uma pesquisa exclusiva sobre o mercado erótico e Cinquenta Tons de Cinza. As expectativas dos empresários, as vendas, o comportamento de consumo e outras curiosidades foram pautados numa pesquisa especifica. [Download aqui].

Canais de Venda

Dos canais de venda utilizados pelo setor os que têm maior crescimento até o momento são a Internet [52%] e a consultoria domiciliar[21%] que vem demonstrando ser um canal de futuro promissor desde o advento do filme De Pernas Pro Ar [2011].

RTEmagicC_b288d3cd8c.jpg

Cena do filme De Pernas Pro Ar

A Internet pela disposição de pesquisa, abrangência e principalmente privacidade, representa o canal mais bem estruturado e democrático, a consultoria domiciliar por ser um canal focado nas classes C e D e atuar nas periferias das capitais brasileiras formando novos consumidores.

Este levantamento foi possível graças ao mapeamento dos canais de vendas realizado nos últimos anos. Atualmente são [80 mil]consultoras (cadastros) comercializando artigos eróticos em todo o Brasil. Inclusive com a oportunidade de formalizarem a atividade através do código 88 do Projeto Empreendedor Individual – EI – (Comerciante de Artigos Eróticos) Lei sancionada pelo Presidente Lula em 2009.

1330355687505

Lojas de lingerie apostam em produtos sensuais e eróticos

Um dos fatores de crescimento do setor se originou da diversidade de pontos de venda e o avanço do consumo nas periferias das grandes capitais. Muitos lojistas de lingerie, perfumes e presente, além dos centros de beleza e estética estão vendo nos itens eróticos uma oportunidade de se diferenciar em seus setores tradicionais de atuação. Já são contabilizados mais de [11 mil pontos de venda] de artigos eróticos de norte a sul. Sexshops, boutiques sensuais, lojas de lingerie, lounges sexys, grêmios, universidades e até igrejas fazem parte desta estatística.

ABEME

Clique para ampliar

 A metodologia de avaliação dos números que movimentam o mercado, antes a estimativa [1 bilhão de reais] incluía o setor de filmes pornôs, casas de swingers, saunas e shows eróticos, entre outros. A ABEME a partir de 2011 apresenta um levantamento mais específico de valores para o mercado de produtos eróticos comercializados que realiza a estima através de itens comercializados. Em 2014 o levantamento apresentou a comercialização [9,5 milhões de unidades/ mês]  com venda média em torno de R$ 8,00 no atacado.

Com relação a estatísticas de consumo, os públicos divergem conforme o canal de vendas. Lojas físicas tradicionais ou mesmo boutiques especializadas em sensualidade que ministram cursos, reuniões com clientes, chás de lingerie ou estilo tuppersex chegaram a atender maioritariamente o publico feminino [71%], lojas de lingerie, perfumarias e lojas de presente seguem seu padrão normal de estatística se for lingerie pode atender até 80% de publico feminino, mas o resto do mix do ponto de venda normalmente dita o target. O canal da Internet segue as estatísticas do comercio eletrônico em geral, atualmente mais mulheres também compram na rede [55%] . A surpresa fica por conta das consultoras domiciliares que tem como cliente principal as mulheres, representando o maior percentual do setor[90%] no atendimento. O que acontece é que independentemente de quem comprou, ou de qual canal comprou, o produto é usado pelo casal. [em 95% dos casos].

abeme-genero

Clique para ampliar

As maiores empresas do Brasil receberam da ABEME um questionário sobre o mercado erótico nos canais de venda internet, porta-a-porta e estabelecimentos fixos que comercializam artigos eróticos. Estes dados fazem parte das estatísticas oficiais da ABEME sobre o ano de 2014. Em janeiro de 2015, a ABEME aplicou ainda um questionário aos empresários do setor sobre o mercado erótico nos temas “Cinquenta Tons de Cinza[citação ao lado] e o setor em geral 2014. Foram recepcionadas 242 respostas compiladas a seguir.

abeme

Consumo

 “O século XIX ficou conhecido como o século europeu; o XX, como o americano. O século XXI será lembrado como o Século das Mulheres.” (Tsvi Bisk, Center for Strategic Futurist Thinking, 2008)

O Consumidor masculino ainda é preocupado com o tamanho do pênis e seu desempenho na cama.

Os homens brasileiros ainda se preocupam muito com o tamanho do pênis, pois dos 5 produtos mais vendidos, 4 são ligados diretamente ao tamanho do pênis, a potência e ou a manutenção da ereção, demonstrando que para eles tamanho e desempenho na cama é preocupação constante. Alem disto a lubrificação está em alta, ponto positivo para os homens que estão buscando um sexo mais carinhoso e preocupado em não machucar a parceira. Com exceção da bomba peniana os produtos mais vendidos são para uso em um único dia, em embalagens pequenas e que são facilmente transportados e depois descartados.

Os 5 produtos mais consumidos entre os homens

1º Lubrificante Anal
2º Gel excitante masculino
3º Gel retardador da ejaculação
4º Anel peniano (com ou sem vibrador)
5º Gotas Afrodisíacas ou bebidas energéticas e Bomba Peniana (desenvolvedor peniano)

A Consumidora busca ousadia com produtos tradicionais das sexshops

As mulheres por sua vez parecem estar mais audaciosas ultimamente, pois encontramos vibradores entre os 5 itens mais vendidos nas pesquisas das consumidoras femininas, são os modelos tradicionais conhecidos como Personal, feitos de plástico, fáceis de usar e muito utilizados para penetração, que fazem a alegria das mulheres em todas as pesquisas apresentadas, os preços destes vibradores variam entre R$ 18 a 35 reais e podem ser coloridos ou cromados, nacionais ou importados e com tamanho que variam de 13 a 16 cm, no máximo. Muitas vezes estes vibradores acompanham acessórios graciosos como capas e anéis de silicone, mas também compram sem dispensar os creminhos e géis que dão aquele calor durante a relação. O primeiro lugar do ranking dos mais vendidos é de um excitante feminino que promete romper qualquer barreira da frigidez feminina, e enfim querem muito estar dispostas na hora h.

Os 5 produtos mais vendidos entre as mulheres

1º Excitante feminino
2º Lubrificante intimo com aquecedor
3º Gel para sexo oral
4º lingerie sexy
5º Vibradores em geral

Mas quem acha que o fenômeno Cinquenta Tons não esteve presente, saiba que os indicadores apontam num aumento da produção visual de homens e mulheres, entre as categorias de produtos mais vendidas em 2014 encontramos lingerie sexys e seus acessórios maravilhosos, como vendas, chicotes, pétalas e algemas, tudo com bom gosto e para os mais variados bolsos.

Segundo as pesquisas os consumidores gastaram em suas compras em media de 80 a 280 reais e diversificam muito suas escolhas, sempre buscando montar um cenário completo, que vai desde lingerie até géis e vibradores para uma noite pra lá de especial.

Outro fator importante foi a grande variedade de produtos novos no ano de 2014, e com conceito diferenciado, os destaques ficam por conta dos itens com embalagens inspirados em Cinquenta Tons de Cinza e a diferenciada linha Gospel de cosmética sensual.

Dos motivos para o consumo deste tipo de produto foi respondido em maior quantidade que seria para “apimentar a relação” (71%). Outro lugar onde costumam adquirir estes produtos é em compras pela internet (52%). Quanto ao preço e à forma de pagamento oferecida pela loja todos responderam ser muito boa, pois podiam utilizar cartões de crédito e/ou parcelar. Além disso, consideram a qualidade do produto oferecido entre boa (56%) e ótima (44%).

A maioria ficou sabendo da existência da loja por meio de parentes ou amigos (89%), e compram os produtos para satisfação pessoal (63%). Apenas algumas responderam que compraram para brincar em reuniões do tipo chás de cozinha (33%).

Outros canais como a internet ampliaram o crescimento do setor com novos investimentos e com foco total no facebok, arede social usada por 95% dos empresários do mercado erótico para atrair novos consumidores.

O mercado erótico brasileiro tem pouco mais de 30 anos no Brasil. E a tendência mundial vem demonstrando que o setor está voltando-se para a mulher, numa clara alusão de que separar pornografia de erotismo é a melhor estratégia de crescimento para a indústria de sextoys.

Fonte:

WWW.abeme.com.br

CAPA-ABEME