Motivo da alta adesão é que 82% já entendem que os produtos eróticos não são desenvolvidos apenas para os homens.
Privacidade na Internet leva mulheres a comprar mais vibradores nas lojas virtuais (38%) do que em lojas físicas (16%).
São Paulo, junho de 2012 – As mulheres perderam a timidez de comprar produtos eróticos. Uma pesquisa feita pela Sophia Mind (www.sophiamind.com), empresa de pesquisa e inteligência de mercado feminino do Grupo Bolsa de Mulher, apontou que 19% frequentam uma loja de sexshop e 52% já entraram ao menos uma vez em algum estabelecimento. Entre as que frequentam, 62% revelaram que costumam ir apenas em ocasiões especiais e 25%, ao menos, uma vez por ano, sendo que os artigos mais procurados são cosméticos (64%) e lingerie (56%). Para 51%, os principais objetivos de frequentar este tipo de estabelecimento são surpreender o parceiro e sair da rotina. A pesquisa foi realizada com 512 mulheres- internautas, de todo o Brasil, com idade entre 18 e 60 anos.
“Enquanto o público masculino é mais voltado para o mercado pornográfico, o feminino prioriza produtos eróticos”, analisa André Chaves, CEO do Grupo Bolsa de Mulher. “Há algum tempo que observamos o rápido crescimento de consumo de produtos dessa categoria no Brasil, seguindo uma tendência do mercado mundial”, explica o executivo ao destacar a mudança do comportamento das mulheres.
Quando o assunto é a companhia para frequentar as lojas de sexshop, a pessoa mais agradável para ter ao lado é uma amiga (39%), embora 32% disseram que preferem ir sozinhas. O parceiro também acaba sendo uma boa opção para 20% das mulheres.
O gasto médio de 65% das consumidoras varia de R$ 50 a R$ 100. Mas há as que ainda têm resistência a entrar em uma loja: 20% disseram que não são as responsáveis diretas pela compra, apontando que são os produtos são adquiridos por terceiros, como namorados e amigos.
“Está cada vez mais nítido de que os donos das lojas querem fisgar as mulheres através de seus produtos, e isto já foi percebido por elas, já que 82% dizem saber que os estabelecimentos não vendem apenas artigos para o público masculino”, enfatiza Chaves.
Já aquelas que nunca frequentaram este tipo de estabelecimento (29%), mas alegam ter vontade, a vergonha (36%) e a falta de uma companhia (30%) são os principais obstáculos para visitar pela primeira vez.
Ticket médio no e-commerce é maior nas sexshops
O comércio eletrônico atrai as mulheres por garantir uma maior privacidade, mas o levantamento apontou que ainda tem um grande potencial para alavancar as vendas das sexshops. Embora 56% das entrevistadas afirmem já ter visitados sites que vendem produtos eróticos, somente 29% dizem ter realizados compras.
Os principais motivos para a baixa adesão estão relacionados ao hábito de conhecer as novidades pessoalmente (60%), segurança (23%) e, surpreendentemente, ao constrangimento de se receber uma encomenda em casa (13%). Por outro lado, 74% das mulheres que não fizeram compras pela Internet afirmaram que realizariam a atividade através deste meio.
A pesquisa concluiu também que o ticket médio é maior nas lojas virtuais: 21% dizem gastar entre R$ 100 e R$ 150 nas compras on-line, enquanto 9% gastam nesta mesma faixa nas compras em lojas físicas. Tímido nas vendas no ambiente off-line, os vibradores ocupam a segunda colocação, com 38% de adesão das mulheres.
“Acredito que, em breve, muitas consumidoras estarão seguras o suficiente para confiar nos sites que realizarão as compras e também para entender que as lojas são bem discretas na entrega de algum produto, assim respeitando a privacidade”, prevê André Chaves.
Sobre a Sophia Mind
A Sophia Mind (www.sophiamind.com) é dedicada à inteligência de marketing e tem como foco o conhecimento profundo das mulheres por meio de pesquisas e análises de mercado. Cem por cento focada em compreender profundamente as mulheres e ajudar seus clientes a maximizar as oportunidades de comunicação com elas, a Sophia Mind busca desvendar o que elas querem, quando querem, da maneira que querem.
Caso queira receber a pesquisa na integra entre em contato com o email atendimento@abeme.com.br