Até alguns anos atrás, os presentes mais cobiçados para comemorar o Dia dos Namorados, em 12 de junho, eram encontrados em lojas de roupas, cosméticos, celulares e eletroeletrônicos. De um tempo para cá, as sex shops, lojas especializadas em produtos eróticos, também passaram a integrar esta lista. Mais que isso, além desta data especial para os casais, também passaram a ser visitadas ao longo do ano por pessoas que buscam novidades ou mais estímulos para a vida sexual.
Em abril, a 18ª. edição da Erotika Fair, a maior feira de artigos eróticos e sensuais realizada na América Latina, comprovou “a maior intimidade” do público com o universo das sex shops. Foram 25 mil visitantes durante os quatro dias de feira, em São Paulo, mais de R$ 3 milhões de negócios concretizados e a presença feminina conquistou o pódio como fiel consumidora. “Na primeira edição do evento, em 1997, as mulheres representavam 5% do público. Hoje, elas dominam o mercado erótico”, afirmou Evaldo Shimora, idealizador da feira.
Entre os produtos que fizeram mais sucesso no evento deste ano estão velas que viram óleos de massagem; sorvete quente afrodisíaco; cosméticos que apimentam a intimidade e o shop móvel que vai até o cliente. Mas, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual (ABEME), os cosméticos lideram as vendas do setor, seguidos pelas lingeries.
Mercado local em crescimento
Em Bragança Paulista, o mercado de produtos sensuais e eróticos acompanha o cenário nacional e também está em ascensão. Flávia Roberta, proprietária da Sex Shop Love Crazy, confirma que o movimento em sua loja vem crescendo significativamente nos últimos anos. “São homens e mulheres buscando produtos que possam melhorar a relação e que os dois possam curtir juntos”, relata.
Segundo ela, que tem a loja há 10 anos, a mídia também dá uma empurrada nas vendas. “O filme De Pernas pro Ar, no qual a trama se passa em uma sex shop, fez com que muitas pessoas viessem procurar os produtos que foram mostrados”, exemplifica. “A procura pela calcinha comestível também aumentou depois que um episódio do programa A Grande Família abordou o item”, completa.
Fonte Jornal Bragança Diário
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