Produtos brasileiros dominam mercado erótico nacional | Brasil Econômico | ABEME

Produtos brasileiros dominam mercado erótico nacional | Brasil Econômico

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Weruska Goeking (wgoeking@brasileconomico.com.br)

Erótika Fair, 4ª maior feira erótica do mundo, recebeu mais de 25 mil visitantes entre os dias 7 e 10 de abril 

Erótika Fair, 4ª maior feira erótica do mundo, recebeu mais de 25 mil visitantes entre os dias 7 e 10 de abril

Os produtos com fabricação nacional representam 45% do mercado erótico, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual (Abeme); setor cresceu 17% em 2010.

A China, líder em exportação para o Brasil em diversos setores, como o de eletroeletrônicos, participa deste mercado com 30% dos itens comercializados. No mercado mundial, 70% dos produtos disponíveis são chineses.

De acordo com Paula Aguiar, presidente da Associação Brasileira de Empresas do Mercado Erótico Sensual (Abeme), os números demonstram a força do mercado nacional nesse setor e é um reflexo do aumento no número de consultoras que vendem por catálogo e atendem principalmente as classes C e D, que buscam preços mais baixos.

Para se ter ideia, em 2006 — quando surgiram os primeiros católogos com produtos sensuais e eróticos — eram apenas 300 consultoras. Hoje esse número chega a 40 mil. O aumento é creditado à adesão das distribuidoras de catálogos de produtos para casa e de beleza, que aderiram aos novos catálogos em 2007.

“Com o lançamento do filme ‘De pernas para o ar’, no início do ano, a procura tem aumentado ainda mais”, diz Paula. O filme conta a história de uma executiva que, após ser demitida, entra para o ramo de venda porta a porta de produtos eróticos.

Internet ainda domina

O setor de produtos eróticos e sensuais registrou crescimento de 17% nas vendas no ano passado, movimentando R$ 1 bilhão. Em todo o mundo, a alta foi de 30%. O Brasil já ocupa a terceira posição nas vendas diretas e gera 100 mil empregos diretos e indiretos. Já são 10 mil pontos de vendas em todo o país.

As vendas diretas, feitas por catálogos ou por meio de redes sociais e outros sites, aumentaram 17,2% e atualmente representam 18% desse mercado. As lojas físicas detêm 25%, enquanto a comercialização via internet ainda domina o setor, com 57% de participação.

Falta regulamentação

Embora o setor cresça a cada ano, Paula afirma que ainda não há regulamentação brasileira para os produtos eróticos, o que pode prejudicar o setor, já que não há qualidade e segurança mínima assegurada aos produtos.

“O Inmetro não nos recebe porque não reconhece a existência dos produtos. Existe um preconceito com as pessoas que fazem uso dos itens e com o próprio mercado”, conta Paula.

De acordo com ela, diversas tentativas já foram feitas, mas o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) não tem respondido suas ligações ou emails. “Ninguém está vendo o lado do consumidor e a preocupação com a sua saúde”, acrescenta.

A equipe do Brasil Econômico entrou em contato com a assessoria de imprensa do Inmetro, e obteve a seguinte resposta: “O Inmetro não recebeu nenhum pedido de regulamentação para produtos do gênero”.

Paula pretende entrar em contato com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e com políticos que possam apoiar a causa, mas já sabe que encontrará dificuldades.

“As pessoas têm receio de se envolver com esse assunto, mas podemos ser grandes parceiros do governo em campanhas com relação à saúde e ao bem estar sexual. Podemos oferecer próteses para educação sexual nas escolas e obrigar os sexshops a fornecer preservativos para cada produto comprado, por exemplo”.

A atividade de comerciante de artigos eróticos foi reconhecida na Lei Complementar nº 128/2008 que altera a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas (LC nº 123/2006).

 

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Postado por admin   @   17 April 2011 1 comentarios

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Comentarios
Apr 17, 2011
22:45

Uma das soluções que podemos tomar para nos ajudar é ingressar um membro nosso na vida política, assim teremos alguem politico para ‘pesar’ ainda mais nossa palavra.

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