Como montar um sex shop 

Foto: banco de imagens/ SXC

A maior feira de artigos eróticos (Erotika Fair) que aconteceu na semana passada, em São Paulo, provou que este é um setor bastante lucrativo e em constante transformação. Não é mais um tabu, há muito deixou de ser exclusividade masculina, sendo frequentado cada vez mais por mulheres que buscam apimentar a relação e não se envergonham mais de mostrar prazer na relação com o parceiro.

Mas, e para quem quer empreender nesse tipo de negócio? De acordo com a presidente da Abeme (Associação Brasileira de Empresas do Mercado Erótico Sensual), Paula Aguiar, hoje não se fala mais em sex shop, mas em pontos de venda, pois existe uma tendência em aproveitar uma loja de lingerie, de presentes, ou mesmo perfumaria, para colocar uma vitrine com itens sensuais, como géis, cremes, óleos de massagem e pétalas de rosas.

Como pode ser observado em algumas áreas atualmente, a montagem em estabelecimento fixo não é o que está em evidência, provavelmente pelos altos custos operacionais e os impostos envolvidos neste projeto. Para se montar um ponto de venda, deve-se atentar principalmente para as leis municipais.

Além de tudo é necessário obter toda a documentação com um contador e verificar todas as regras locais para estabelecer este tipo de negócio. “Via de regra deve-se atentar principalmente para a distância das escolas e creches e o cuidado com o que é exposto nas vitrines”, aconselha a presidente.

No geral, observa Paula, os homens vem montando sex shops virtuais, enquanto as mulheres estão preferindo iniciar o negócio por meio de catálogos, trabalhando como consultoras independentes.

Mas, para quem quer arriscar o modelo tradicional, Paula recomenda: o atendimento deve preferencialmente ser realizado por mulheres. Deve ter uma iluminação e layout claro e o visual voltado para o consumo feminino. Sem dizer que estacionamento é algo imprescindível neste negócio.

Por Lívany Salles

via Como montar um sex shop – Vila Sucesso.