Mercado de produtos sensuais e eróticos cresce 17% ao ano no Brasil.
Quem tem curiosidade de conhecer um sex shop? Pela quantidade de pessoas que passa em frente a estabelecimentos como esse com o pescoço torcido para enxergar lá dentro, muita gente.Afinal, “sexo” é uma das palavras mais pesquisadas no Google, buscador da internet. Mas mesmo com tanta exposição na mídia, após a presumida liberação sexual a partir dos anos 60, o tema ainda é cercado de curiosidade, mistério e timidez. Por isso, nem todos os que têm vontade têm também coragem para entrar numa loja desse tipo.

Seja como for, o mercado de produtos eróticos está em ascensão. Segundo dados fornecidos pela Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual (Abeme) o setor cresce 17% ao ano.
E por falar em brinquedos, essa é basicamente a natureza dos produtos comercializados nesse mercado. Mas brinquedos adultos. Tudo, o imaginável e o inimaginável que propicie, estimule ou intensifique a exploração do prazer sexual. “É para apimentar os relacionamentos”, dizem em uníssono os empresários do ramo. Das lingeries românticas às mais atrevidas, fantasias temáticas, livros e filmes eróticos, passando por uma infinidade de óleos e géis aromáticos e ou comestíveis, que despertam sensações de calor, frio, formigamento, além dos produtos mais famosos do mercado de eróticos, como vibradores e próteses masculinas e femininas, os sexshops podem chegar a contabilizar milhares de itens para venda.

Mas exigem uma abordagem cuidadosa. Inês Leitão, proprietária da primeira loja erótica de Rio Branco, na Estação Experimental, esclarece: “a pessoa que vem aqui não quer um produto. Quer suprir algo que está faltando no relacionamento. Cabe a mim orientá-la para obter o resultado que está buscando”. Inês conta que conquistou “um a um” seus clientes na cidade. Ou melhor, “uma a uma”, porque, nesse mercado, tradicionalmente 70 a 80% da clientela é composta por mulheres. Diz que, a princípio, havia pessoas tão envergonhadas que chegavam à loja com chapéus e óculos escuros, para não serem identificadas. Mas, nestes 4 anos em que atua no mercado, percebe o público mais confiante e à vontade. Sua loja também promove “chás de lingerie”, vendas em domicílio, palestras e cursos para grupos ou individuais.
Já Marx Dantas e Paulo Rosso, que acabaram de abrir as portas de seu sexshop no Bosque, relatam que perceberam o potencial do mercado erótico quando eram sócios num serviço de telemensagens e o público tendia a enviar recados mais provocantes.

O psicólogo especializado em gênero Demétrius França, em referência ao comportamento sexual contemporâneo, observa: “a sexualidade é inerente ao ser humano. Mas há os extremos. Por um lado, aqueles que não se permitem ter prazer. Por outro, a ‘obrigação do gozo’ e a prática do sexo exacerbado sem vínculo afetivo, que traz a sensação de vazio.” E propõe uma atitude equilibrada: “explorar a própria sexualidade com tranquilidade é positivo”.

- Calcinha comestível: após o uso, é mergulhada em água e pode ser degustada
- Ovo excitante: “consolo” hermafrodita atende os dois sexos
- Vibrador com controle remoto: pode ser acionado à distância
Fonte: Pagina 20 online – Escrito por Onides Bonaccorsi Queiroz – onides.queiroz@yahoo.com.br
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