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Sex shops atraem campinenses.

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Comércio de produtos eróticos apresenta crescimento de 20% por ano e lojas avançam pelo centro da cidade

Karina Araújo // karinaaraujo.pb@dabr.com.br

Os nomes são bem sugestivos: Ousadia, Realize e Brûler, ardente em francês. Os slogans, “A melhor parte da fantasia é a realização”, e “Seu desejo é a nossa inspiração”. Assim são os sex shops, antes instalados em lugares escuros e escondidos e que estão cada vez mais amplos e sofisticados, localizados em pontos centrais de Campina Grande. O comércio de produtos eróticos tem crescido a cada ano, em torno de 20%, o que tem contribuído para o crescimento do setor, tanto que os sex shops estão sendo muito procurados por pessoas interessadas em revender os produtos e abrindo até filiais em outras cidades.


Pessoas interessadas em revender as mercadorias têm procurado os estabelecimentos e garantido bons negócios. Foto: Juliana Santos/Esp DB/D.A press/D.A Press.

O primeiros sex shop da cidade, o Ousadia, como o próprio nome diz, ousou ao se instalar em um ponto bastante estratégico, localizado na Avenida Floriano Peixoto, bem no centro da cidade, conta uma das duas sócias, Núbia Barros de Medeiros. Há cinco anos, quando ela e a sócia decidiram abrir um negócio, optaram por um negócio novo, que ainda não tivesse na cidade. Assim nasceu a Ousadia, que uma pimenta como marca.

A instalação em um local bem movimentado do centro da cidade teve mesmo o objetivo de tirar o pudor das pessoas em relação a uma sex shop. E embora algumas pessoas ainda entrem no local um pouco constrangidas, a maioria já se acostumou com a loja, que exibe na vitrine apenas algumas lingeries ou fantasias mais ousadas, além de acessórios como algemas. Na loja, é possível encontrar de géis comestíveis, que custam R$ 12, até fantasias de policiais mais sifisticadas, que podem chegar a R$ 80. O negócio de produtos eróticos tem se tornado tão lucrativo que atraído até profissionais de outras áreas, como Kiko Sousa, que trabalhava em uma emissora de TV e pediu demissão para montar, junto com a esposa, Vânia Sousa, para montar o sex shop Brûler, que funciona também no centro da cidade, na Avenida Floriano Peixoto.

Kiko relembra que teve a ideia de abrir um comércio de produtos eróticos quando a sua irmã foi realizar o chá de lingerie e eles encontraram dificuldadespara comprar as peças. O negócio tem dado certo e o casal já conta com representantes em várias cidades paraibanas, incluindo o Alto Sertão do estado.

Um mercado que venceu barreiras

No começo, Kiko conta que chegou a utilizar a estratégia de vendas errada. Acreditando que o público consumidor de produtos eróticos era formada por um público alternativo, ele procurou uma conhecida boate da cidade e lançou uma promoção, mas segundo ele, a estratégia não funcionou. Hoje, diante dos clientes que possui, ele viu que o público que frequenta sex shops é bem diferente.

Além da loja, que possui uma variedade de aproximadamente 400 produtos, a Brûler faz a sua venda também através da internet, para os casos dos clientes que não gostam de se expor indo até um sex shop, ou em visitas domiciliares, onde os produtos são levados em malas para que os clientes, entre eles, juízes, médicos, profissionais liberais, possam escolher com mais tranquilidade e privacidade.

Na loja, por sinal, para que não haja constrangimentos, o casal está sempre presente, para que os clientes possam ser atendidos, de acordo com a sua preferência, por Kiko ou Vânia. E os clientes, dizem eles, são em sua maioria, de casais heterossexuais. Na Brûler, é possível encontrar produtos a partir de R$ 5.

O mais caro, que custa R$ 480, é uma boneca inflável que emite gemidos. Entre tantos produtos curiosos e até divertidos, uma prótese de 38 cm que custa R$ 130. Para quem acha um pouco exagerado, Kiko disse que as de 42 cm que comprou, não há mais nenhum no estoque.

Expansão

Arukya Macedo, proprietária do Realize Sex Shop, que fica na Praça Alfredo Dantas, começou como vendedora de produtos eróticos e de tão promissor o negócio, há um ano abriu o próprio negócio. “No próximo mês, estarei abrindo uma loja em Patos”, informou a jovem empresária. Ela conta que antes de ser vendedora, já era cliente da Ousadia e como o sex shop funciona em um local de grande visibilidade, decidiu montar o seu no primeiro andar de uma galeria de lojas, onde os clientes se expoem menos.

Clientes que, segundo ela, são em grande número e fieis, desde o tempo em que ela era apenas vendedora. O perfil predominante, 80%, é de homens casados, acima de 30 anos de idade e que buscam presentes para as esposas. “A linha sadomasoquista faz muito sucesso entre os mais de 500 itens da loja”, acrescenta Arukya.

Ela também conta que realiza a demonstração dos produtos nas residências das clientes, que geralmente se encontram em grupos de amigas ou colegas de trabalho. A apresentação e até demonstração de alguns produtos podem ser feitas por grupos a partir de cinco pessoas.

Entre os produtos mais vendidos, estão as próteses e os jogos, além de cosméticos. As famosas bolinhas, que liberam um gel aromatizado, ficam por R$ 3 a unidade, enquanto que as fantasias podem ser adquiridas por valores em torno de R$ 20. Arukya também criou um site para o seu sex shop e faz entrega domiciliar, em embalagens discretas.

Fonte: Diario de Borborema

 

 

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Postado por admin   @   30 January 2011 0 comentarios

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