Os produtos e objetos eróticos são cada vez mais consumidos pelos brasileiros e, principalmente, pelas mulheres envolvidas em um relacionamento estável. A alavancada dessa indústria – que cresceu 17% no ano passado com relação a 2009, segundo a Associação Brasileira de Empresas do Mercado Erótico Sensual (Abeme) – pode ser justificada pela aposta dos empresários nas butiques eróticas, nas vendas pela internet e, especialmente, na atuação das revendedoras – que representam 40 mil profissionais em todo o Brasil, de acordo com a associação.
Se a maioria das mulheres – e alguns homens – ficava constrangida na hora de entrar nas tradicionais “sex shops”, agora as pessoas têm acesso às mercadorias em suas próprias casas. As “sacoleiras”, como são conhecidas as revendedoras que carregam catálogos “picantes”, têm um papel parecido com o de uma consultora de cosméticos tradicionais. Após comprarem uma quantidade predeterminada de produtos com fabricantes ou lojas, elas vão de porta em porta, apresentando “sex toys”, cremes, fantasias, bonecas infláveis, chicotes e diversos objetos que podem levantar a autoestima do consumidor e movimentar a vida sexual de um casal.
Por ser uma consumidora desses artigos, a revendedora Luciene Fabiane da Silva, 24, moradora de Juatuba, na Grande Belo Horizonte, resolveu investir no bom gosto e discrição. “Em uma loja, ninguém teria coragem de entrar, para não ficar ‘mal falado’”, opina. Há mais de um ano, ser “sacoleira” virou sinônimo de lucro para ela. “Chego a ganhar 500% em um produto. No total, ganho três vezes mais do que o valor investido”, explica.
Uma de suas primeiras clientes, a vendedora Valcirlene Menezes, 30, diz que a vida sexual com o parceiro com quem se relaciona há quatro anos está “apimentada”. “Mostramos lados que estavam ocultos”, revela. Para ela, a principal vantagem de comprar com uma revendedora é a comodidade. “Não preciso me deslocar”, conta e completa opinando que as amigas que procuram por produtos eróticos não estão em busca de sexo casual. “Falo com mulheres noivas, casadas, e todas querem inovar”, diz.
Cestas eróticas. Interessada por erotismo desde a adolescência, a enfermeira Paula Cristina Cabral Inácio, 41, de Belo Horizonte, é revendedora há mais de cinco anos. O negócio que começou para ajudar uma amiga que havia perdido o emprego deu certo e hoje ela vende “cestas eróticas” – um kit com produtos variados – para cidades de Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo, Paraná e Rio de Janeiro.
O público-alvo da revendedora é diverso, mas ela conta que são as mulheres que costumam ficar empolgadas com as explicações. “Uma das clientes ficou tão entusiasmada com um kit que disse: preciso fazer isso agora”. Ela exemplifica alguns dos preferidos. “Existe uma infinidade de artigos, como vela para massagem, lingeries comestíveis, microvibradores, calcinhas vibratórias.”
A consultora considera que tem sucesso na profissão por vender de forma natural e “sem vulgaridade”. “Não tenho problema com algo que vai fazer bem à vida sexual”, opina.
Cliente de Paula há um ano, a fisioterapeuta Gabriela Sousa*, 34, apimentou a relação de dois anos com o namorado. Segundo ela, o professor de educação física de 27 anos sente mais prazer. “Depois de um tempo grande de relacionamento, é natural as coisas ‘caírem’”, opina e justifica a opção pelos produtos.
Para ela, o principal benefício trazido por eles para sua relação foi o aumento da autoestima. “Eu me sinto mais desejada e meu parceiro me olha com ar de curiosidade”, explica e revela que seus preferidos são as “gotas do prazer”, para aumentar a libido, lingerie sensual e fantasias, especialmente a de enfermeira.
Por entender sobre o corpo humano, ela descobriu que as “bolinhas tailandesas”, que trabalham os músculos da região pélvica, teriam grande serventia “a quatro paredes”. “É fortalecendo a musculatura que elas proporcionam o maior prazer”, explica.
* Nome fictício
Brasil é exemplo de exportação. A presidente da Abeme, Paula Aguiar, informa que muitos fabricantes nacionais de produtos eróticos estão exportando mercadorias para a América Latina e Europa. “A cosmética erótica brasileira é muito criativa, diferenciada. As próprias bolinhas que estouram e lubrificam foram criadas aqui”, revela.
Segundo ela, as redes sociais tiveram grande responsabilidade para a criação de novos negócios no mercado erótico. “Cerca de 80% desse tipo de empresa tem menos de cinco anos”, explica.
Além disso, ela considera que a sociedade está se alterando, pois, “há muita exposição do erótico; em novelas, programas de humor e filmes”, fala, lembrando o longa brasileiro “De Pernas pro Ar”, de Roberto Santucci, em cartaz nos cinemas. Outra importante mudança está no local das vendas. “Os produtos podem ser encontrados em lojas de lingerie e até nas lojas de perfume”, exemplifica.
As butiques eróticas, como são chamadas, reservam espaços para que os clientes conheçam sobre erotismo e sensualidade. Na região da Savassi, Centro-Sul de Belo Horizonte, a empresária Cristiana Gontijo disponibiliza um “canto especial” em sua loja de lingerie. “Os produtos eróticos ficam guardados nas gavetas e vamos mostrando, explicando para as clientes”, conta. O estabelecimento oferece cursos de sensualidade e “chás de lingerie” – como uma despedida de solteira. “A noiva tem que descobrir se é um gel, calcinha, e não panelas, como tradicionalmente”, explica a brincadeira. (AJ)
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Fabiana, procure por empresas de catálogos sensuais, venda de eróticos porta a porta ou reuniões de chá de lingerie no google, virão empresas para você conhecer; Sucesso
Para as meninas que querem ser revendedoras, entrem em contato. Será uma satisfação recebê-las.
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20:27
Goataria de ser revendedora de produtos eroticos….tem como…?
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Att,
Fabiana