Quer conhecer um mercado erótico? Visite a feira do setor. Esta é a conclusão que cheguei nesta visita ao VI Salão Erótico de Lisboa. Eu já acreditava na importância da feira para o mercado quando escrevi sobre o tema no livro Guia de Negócios Sexshop volume 1, capítulo 2, no item a Feira Erótica no Brasil.
“A importância da feira erótica brasileira se mede em números. Pesquisas voltadas a sobrevida organizacional indicam que 95% das empresas ativas do mercado e atuando com sucesso passaram pela feira ao menos em uma de suas edições.
E sobre fatos não há argumentos. Os fatos são nítidos e lógicos, a feira apresenta uma ampla visão dos acontecimentos atuais, expõe tendências mercadológicas, e ligam as diversas cadeias produtivas que compõem o mercado num único local “.
A feira portuguesa é representativa no que diz respeito à evolução do mercado e como fonte de estudo, ali estavam expostos nitidamente seus pontos fortes e fracos, mas principalmente nos situa no tempo de sua maturidade como mercado atuante e algumas tendências que ditarão seus rumos daqui para frente.
É interessante citar que o mercado português ainda é muito jovem e se encontra num momento de transição para uma segunda geração de empreendedores onde ainda atuam a geração de pioneiros, sendo um mercado ainda fortemente baseado no modelo já decadente de filmes pornô e peep shows.
O pessimismo e crença de que a crise econômica européia influencia a queda das vendas é um pensamento recorrente, no entanto, a dificuldade em lidar com as transformações culturais e mercadológicas do setor mostra-se mais devastadora do que qualquer crise.
Num mercado tão jovem e com diversas correntes a seguir tanto na Europa, quanto do Brasil, cuja proximidade lingüística e cultural pode ser um norte dentro de um “dito” quadro difícil para o mercado português, o primeiro passo é reconhecer que a mulher é a melhor consumidora do setor e que todos os negócios devem ser feitos para ela.
O atual mercado de filmes e peep show tendo seus dias contados por diversos motivos deve ser substituído por um formato mais moderno e por modelos de negócios mais “caseiros” e entre quatro paredes, em que a mulher portuguesa possa realizar suas fantasias e momentos apaixonados com seu amado de forma muito tranqüila e segura.
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