Foto: Pedro Rockenbach

Foto: Pedro Rockenbach

Por Pedro Rockenbach

Se não fosse uma placa na entrada piscando “Adult World “(mundo adulto), as sex shops na África do Sul passariam despercebidas. Diferentemente do Brasil, onde produtos eróticos ficam expostos nas vitrines, por aqui os vidros da fachada da loja ficam todos cobertos.

– Ohhhh! Incrível – espante-se Julie Gallo, ao saber como são as vitrines desses estabelecimentos no Brasil.

Julie é gerente de um Adult World, na Cidade do Cabo. Ela explica que no país há uma lei proibindo a exposição dos produtos. “Serve para preservar as crianças”, explica.

Dentro das sex shops sul-africanas não é diferente do Brasil. O que as daqui da África do Sul têm a mais são os DVDs à venda. Eles ocupam a maior parte do espaço da loja. Respondem por grande parte do faturamento. Cerca de 30, custando entre R$ 25 e R$ 100, saem diariamente das prateleiras. A Adult World oferece também uma área reservada para as pessoas assistirem ao DVD adquirido.

- É apenas para assistir – garante Julie.

A gerente trabalha nessa atividade há 11 anos, desde que perdeu, aos 38 anos, o emprego numa loja de roupas. Mesmo a África do Sul sendo um país ainda muito conversador, ela diz que não sofre nenhum tipo de preconceito por causa do seu ofício.

Mas Julie, mãe de uma filha de 24 anos, prefere se preservar quando solicitamos uma foto. Também não permite registros fotográficos dentro do estabelecimento.

Ao sair da loja, já quase na porta de saída, uma jovem possivelmente mulçumana devido à forma com um véu estava preso a sua cabeça, passa por nós abraçando em uma das mãos um DVD, enquanto na outra puxa o marido (pelo menos parecia ser). Se for esse o cenário correto, alguns tabus estão realmente caindo, como afirmou Julie durante a entrevista.

Fonte: Sem Rumo