2010, o ano em que falaremos de tudo e com todos | ABEME

2010, o ano em que falaremos de tudo e com todos

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Em 2010, comemoro 10 anos de graduação em Comunicação.
Março de 2000. Peguei meu canudo e o passei direto para as mãos da minha mãe, ali mesmo, na colação de grau, no palco do Teatro Rio Vermelho em Goiânia, Goiás.
Para me aproximar da internet, tive que fazer um curso. Computador era “coisa de rico” na cabecinha daquela jovem que mal tinha um telefone fixo. Os da FACOMB, Faculdade de Comunicação da Universidade Federal de Goiás, eram super concorridos. O sinal era discado, o navegador era Netscape e a caixa postal, Eudora.
Para buscar emprego, ia todos os dias, durante 8 meses à uma biblioteca próxima de casa, catar classificados em jornais. Finalmente conquisto o primeiro PC, mas logo tive que vender, para me mudar de vez pra São Paulo.
Mal sabia eu naquela época, que não sobreviveria sem um PC, um celular, telefone, modem, banda larga, roteador, 3G e agora um Iphone.
Trabalhando em vários escritórios de assessorias de imprensa, ainda tinha pegado a época do fax e das intermináveis visitas às redações. Hoje, a gente conhece as carinhas dos jornalistas nos eventos e em seus blogs, facebooks e orkuts.
Janeiro de 2009. Tentei avisar à UFG que seria o ano da convergência digital em meu projeto de mestrado. Mas eles não quiseram ouvir. Em maio, o twitter da Erotika Fair tava bombando e eu mesma recebi vários retornos de pessoas acompanhando a feira por aquele inédito veículo. Uma delas, Paula Aguiar.
Estamos aí. Hoje, há mais de ? (puxa tentei ver pelo Google, mas ninguém sabe e tb nem adianta pq antes de terminar de escrever esse texto e vc ler já haverão muitas outras redes sociais disponiveis na web). Enfim, não será preciso estar em todas, mas com certeza, de aqui por diante, quem quiser aparecer, deverá estar em pelo menos em 5 das principais delas e mais algumas que tenham a ver com o perfil do nicho de público que pretenda atingir.
Mesmo a imprensa está nas redes sociais. Todos os veículos de comunicação importantes tem perfis nas redes e exploram blogs com seus melhores talentos em jornalismo. E o que tem de melhor e mais aprofundado, analisado e ruminado na informação produzida por eles vão para esses canais, saindo só um resumo, imparcial e neutro na via “oficial”.
Como assessora de imprensa, fico observando esse movimento e correndo atrás do tempo perdido. Agora além de fazer o release, explorando as potencialidades do cliente, enviá-lo à imprensa, combinar pautas com produtores e repórteres, é preciso também se aproximar dos blogueiros, conquistar sua simpatia. Criar e administrar perfis para os clientes nas redes. E a parte mais dificil: faze-los entender que isso também é trabalho, e trabalho árduo.
A demanda já é tão grande que há empresas especialistas em “presença digital”. Não basta sair em jornais, revistas, tv, rádio e em matérias da própria internet. É preciso ter um bom profile nas redes. E vou além: profiles ativos, conversantes, dialogantes com seus adicionados. Diariamente pelo menos. O grande sucesso da A.T.E.N.A.S. é isso.
Já somos a segunda referência em mercado erótico no Google em menos de 4 meses de existência. Paula Aguiar, “nerd-blogueira” que é, mapeou nossos principais canais de comunicação nas redes e responde ela própria a todas. Impossível, difícil, trabalhoso? Pensem assim: é tudo uma questão de hábito. Deveria ser complicado ler jornal, quando quase todo mundo era analfabeto, adquirir um aparelho de rádio ou TV (e muito mais chegar a ter um programa nesses veiculos) na época em que surgiram. Mas a internet, meu rei, é $ 1,00, 15 minutos em qualquer lan-house ou cybercafé do planeta!
Por isso, aproveitem essa dádiva de todos os tempos chamada rede social. Gastem tempo testando, experimentando, jogando. Se precisar consulte um profissional. (Aliás estamos aqui pra isso).
Lembrem-se sempre que, estar numa rede é cultivar relações. Não é o virtual que esconderá condutas erradas. Estamos agora numa grande “vila de moradores”. Um grande cortiço, ou um grande condominio-fechado de alta classe, tanto faz. Não existe ainda um método, uma técnica, uma ética, uma moral que guie as redes sociais, somente algumas condutas pré-acertadas entre aqueles que já estão inciados há algum tempo. Portanto: busquem contato com os “dinossauros” das redes para entender melhor como funciona o respeito mútuo, a via de duas mãos e lógico, bom senso é pra quem tem e quem quer muito ter, acaba tendo.
Que em 2010 sua estrela brilhe, no céu dos bons negócios e no mar de possibilidades da internet!

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Postado por admin   @   3 January 2010 0 comentarios
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